RELAÇÕES BILATERAIS BRASIL-HUNGRIA
Relações diplomáticas. Estabelecidas em 1927, interrompidas entre 1942 e 1961. As representações foram elevadas a nível de embaixada em 11 de maio de 1974. Existem embaixadas em Brasília e em Budapeste. Em dezembro de 1988 a Hungria abriu o Consulado Geral em São Paulo. A Hungria tem 6 consulados honorários no Brasil.
Visitas de nível superior. Árpád Göncz, presidente da Hungria (abril de 1997), Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil (novembro de 1994 - visita extra-oficial como presidente eleito, porém antes da posse; junho de 2003 - visita extra-oficial depois do mandato presidencial), György Szabad, presidente do Parlamento (maio de 1993), János Áder, presidente do Parlamento (maio de 2000), José Sarney, presidente do Senado (julho de 2004), Géza Jeszenszky, ministro das Relações Exteriores (abril de 1992), László Kovács, ministro das Relações Exteriores (participou do 22° congresso da Internacional Socialista realizado em São Paulo em outubro de 2003 e durante o evento encontrou-se com Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil), Luiz Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (maio 2004), Roberto Rodrigues ministro da Agricultura (fevereiro 2005).
Cooperação econômico-comercial. Exportação húngara: 92,3 milhões de US$, importação: 207,6 milhões de US$, no total 299,9 milhões de US$ em 2005. Os representantes das empresas húngaras já tradicionais no mercado (Metrimpex, Medicor, Agroinvest), têm um peso decisivo, fornecendo há décadas, no âmbito de contratos globais assinados por vários anos (1965-1996: no valor de 200 milhões de US$). Aproveitando as possibilidades do crescente mercado privado, algumas empresas (Taurus, Medimpex), empresas transnacionais estabelecidas na Hungria (Opel, Ford, GE) e de interesse estrangeiro (Leoni Kft. de Eger – composições da indústria automobilística, Albadomus, de Dunaújváros – malte de cerveja) têm lançado novos artigos em volume variável. Relações de capital: além da empresa da ENCO de São Paulo (Euro-Zolcsák), que investiu algumas centenas de milhares de US$, em 1994 a Ademco Participações investiu 1 milhão de US$ em sua propriedade do distrito de Zala. Nas proximidades de Gyõr, o empresário José Sabó Filho de São Paulo iniciou em 1996 um investimento para a fabricação de auto-peças com o intuito de investir alguns milhões. Com investimento modesto de capital, a Medicor implantou empresa mista (Medicor do Brasil) no Rio de Janeiro.
Acordos mais importantes. Acordo de abolição recíproca de vistos de entrada, acordo de cooperação técnico-científica, acordo para evitar a bitributação, acordo de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço, acordo turístico entre governos, acordo aéreo, acordo de cooperação cultural, acordo de cooperação veterinária, acordo de cooperação entre o Tribunal de Contas da União e o Tribunal de Contas da Hungria, acordo de cooperação entre Apex-Brasil e ITD Hungary; acordo sobre o exercício de atividades remuneradas por parte de dependentes do pessoal diplomático, consular, administrativo e técnico (assinado); acordo de cooperação econômica (assinado).
Outros. Os cidadãos brasileiros em viagem de turismo à Hungria não necessitam de visto (para permanência não superior a 90 dias, desde que não desejem obter emprego ou desempenhar atividade remunerada na Hungria). De acordo com as estatísticas, o número de pessoas que se consideram húngaras, ou descendentes de húngaros, está entre 80 e 100 mil no Brasil. A grande maioria dos húngaros no Brasil vive em São Paulo e cercanias, aproximadamente 8-10 % no Rio de Janeiro e cercanias, e os outros vivem nas mais variadas regiões do país. Funcionam atualmente no Brasil 18 associações húngaras.